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Agenda Infantil: Programação para crianças em Brasília

Acidentes em parquinhos põem em risco a vida de crianças

Acidentes em parquinhos põem em risco a vida de crianças

As férias escolares começaram e um dos programas mais populares - os parquinhos - podem esconder perigos inacreditáveis. A ONG Criança Segura está lançando uma campanha para alertar os pais.

Quase 5 mil se acidentaram seriamente no Brasil desde 2008, de acordo com casos registrados. É preciso ter alguns cuidados mesmo para a brincadeira não acabar machucando as crianças.

Você que está com criança de férias, vai dizer que não adoraria ter um parquinho do lado de casa? A Luana é uma dessas sortudas.

Quer dizer, sortudos mesmo são o Pedro, a Melissa... E a molecada do bairro.

“Fica tensa porque é perigoso, tem que correr atrás de um, atrás de outro com os maiores, menores e é muito cansativo”, disse a assistente financeira Luana Marques.

Se fosse só para ficar de olho na molecada, já seria trabalho suficiente. Mas quem traz os pequenos para o parquinho tem que ficar atento também a outros detalhes, às vezes bem pequenininhos, como o prego levantado, a madeira lascada, o vão do brinquedo, onde eles podem enroscar a perna, e o brinquedo que parece tão firme, mas está completamente solto. E é só piscar os olhos para a diversão virar choradeira.    

“Eu estava brincando com meu amigo e eu cai e bati ali perto do escorregador”, contou um menino.

“A gente caiu do balanço, o irmão dela estava indo muito rápido, aí caiu nós duas”, contou uma menina.

“É divertido, mas eu já caí um monte de vezes”, completou outra.

Agora elas acham graça. Mas tem casos em que o negócio pode ficar muito sério. Pelo menos 37 crianças morreram e quase 5 mil ficaram internadas nos últimos 8 anos por causa de acidentes em parquinhos.

O Isaque estava brincando na escola, em Brasília, quando um pedaço de madeira do brinquedo se soltou e bateu na cabeça dele. Isaque levou seis pontos.

A Maria Eduarda, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, também se machucou no parquinho da escola. Ela estava em um gira-gira adaptado para crianças com cadeira de rodas. Mas, na hora, todos brincavam juntos. Ela perdeu parte do couro cabeludo, teve afundamento de crânio e paralisia facial.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) indica como devem ser os brinquedos. Não é uma obrigação, mas ajuda a evitar muito susto.

A Gabriela é da ONG Criança Segura e ajudou a elaborar as normas dos parquinhos.

No parquinho visitado na reportagem, ela percebeu que o escorregador não estava adequado. “Eu precisava de uma área retinha aqui de 30 centímetros para a criança se estabilizar, aí ela desce e aqui ela tem uma área de saída que a gente chama – que é aquela parte que fica mais retinha antes dela ir para o chão mesmo”, explicou a coordenadora da ONG Criança Segura, Gabriela de Freitas.

Ela também vistoriou a ponte com cordas. “Ela tem uma medida correta. Então, ela tem que ser ou maior de 23 cm ou menor do que 12 cm para que a criança não consiga pôr a cabeça e prender”, explicou.

A gangorra também foi avaliada. “Primeiro é que ela tenha esse apoio aqui para mão, nesse caso ela tem em todos os lugares, então está certinho. E outra questão é que ela não passe 1 metro do chão quando tiver nessa posição horizontal. Essa deve estar uns 40 cm, 50 cm, está ótima e quando tiver nessa posição mais alta que ela não passe 1,5 metro do chão”.

Em um condomínio de São Paulo, mês de julho tem criança no parquinho desde cedo até escurecer.

“Tem um monte de coisas que as crianças podem gostar, subir, escorregar e escalar”, contou a estudante Vitória Buzzatti, 6 anos.

A síndica conta que tomou cuidado além das normas. “Tinha um apara corpo de 1,20 metro e a gente acabou decidindo melhorar essa segurança para garantir que as crianças não se acidentassem”, disse a síndica profissional Mariana Brandão.

Até porque, eles vão sempre além das normas e dos limites, né, Lucca? “Eu subi até aqui ou agora estava fazendo, eu subi aqui e eu pulei pra lá. Eu gosto de ser ágil”, disse o estudante Lucca Buzzatti.

Sobre os problemas encontrados no parquinho na Zona Norte de São Paulo, mostrados no início da reportagem, a subprefeitura do bairro disse que vai fazer uma vistoria e providenciar os reparos necessários.

E o Ministério Público Federal quer que o Inmetro fiscalize a fabricação de brinquedos usados em espaços de recreação infantil.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/07/acidentes-em-parques-infantis-poe-em-risco-vida-de-criancas.html


Última modificação emQuarta, 22 Março 2017 10:54
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