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Agenda Infantil: Programação para crianças em Brasília

Caçadores e fugitivos

O grupo escolhe quem será o pegador a partir das cores das roupas dos participantes. Por exemplo: quem estiver de branco e azul é pegador, quem estiver de verde e preto é fugitivo.

Definidas as equipes de caçadores e fugitivos, o grupo pode combinar regras de salvamento de quem for pego. Exemplo: quem for pego vira estátua e só pode ser salvo por quem tocá-lo com o pé.

O grupo também define o pique (áreas de refúgio onde o fugitivo não pode ser pego). Por exemplo: quem estiver de quatro não pode ser pego.


Fonte: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/pegar/448-cacadores-e-fugitivos

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Cabra-cegueta

O grupo escolhe um participante para ter os olhos vendados. Ele será a cabra-cegueta.

Uma pessoa gira a cabra-cegueta várias vezes, enquanto os outros participantes correm e escolhem um lugar para ficar.

A cabra-cegueta procura os outros participantes com as mãos.

A pessoa que girou a cabra-cegueta fica por perto para orientá-la a não ir para lugares perigosos e até para ajudá-la a encontrar os outros participantes.

Essa pessoa diz: "Tá quente"; "Tá frio"; "Para a direita"; "Para a esquerda".

A brincadeira termina quando todos forem pegos.

Quem foi o primeiro a ser pego será a próximo cabra-cegueta.

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3 razões para a família comer em volta da mesa

A gente não cansa de falar e, a bem da verdade, não existem grandes novidades na área, mas o assunto continua sendo um dos mais importantes da vida: as refeições em família. Tem famílias que conseguem se organizar e comer, todo mundo junto, à mesa. Mas, quando as crianças crescem um pouco e os pais trabalham, esse momento vai ficando mais raro. Horários não batem, agenda corrida, almoços fora de casa. Mas se tem um tópico no qual vale a pena insistir é juntar a moçada, ocupar as cadeiras, tirar do armário a louça mais bacana e comer junto no dia a dia.

Quando as famílias se reúnem em volta da mesa, mesmo que seja só no almoço ou no jantar, elas estão, ao mesmo tempo, investindo na saúde e resgatando uma tradição que ajudou muito na construção da sociedade. “Há bem mais de 300 mil anos o domínio do fogo permitiu a cocção dos alimentos, modificando-os do cru ao cozido e dando origem à cozinha, o primeiro laboratório do homem. A modificação do alimento do cru ao cozido foi interpretada por Lévi-Strauss como o processo de passagem do homem da condição biológica para a social”, conta a nutricionista Sueli Moreira, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Trocando em miúdos, uma das razões para a gente deixar de ser bicho e virar gente foi a refeição em família. E tudo isso tem uma importância para o desenvolvimento da sociedade. “No início do terceiro milênio, o comer e beber juntos além de fortalecer a amizade entre os iguais, servia para reforçar as relações entre senhor e vassalos e mesmo os acordos comerciais entre mercadores eram selados na taberna, diante de uma “panela”, defende Sueli num artigo chamado Alimentação e comensalidade: aspectos históricos e antropológicos, que foi publicado em 2010.

No meio do texto, Sueli propõe boas razões para continuarmos nos alimentando em grupo. Separamos três delas que vão ajudar você a se convencer e a convencer seu filho a voltar para a cadeira, quando ele pedir para comer no sofá, na frente da TV.

Saúde

Vários estudos mostram que a refeição em família contribui para uma alimentação mais saudável, levando em conta vários aspectos, como atratividade da comida, apetite dos filhos e o membro da família que cozinhou. Quanto mais esses fatores são positivos, mais saudável é a refeição.

Companhia

Fazer juntos a lista de compras, preparar os pratos, e  comer mesmo faz aumentar a percepção de atenção por parte de crianças e adolescentes. E, junto com ela, a disciplina, o encorajamento e a troca de confidências entre os membros da família. No sentido contrário, comer sozinho faz crianças e adolescentes se sentirem solitários.

Fast food X Slow food

Quem come acompanhado, escolhe menos junk food e alimentos super processados e prefere alimentos naturais da sua região.


Fonte: https://www.paisefilhos.com.br/familia/3-razoes-para-a-familia-comer-em-volta-da-mesa/

Legenda/Foto: Na casa dos jornalistas Teté Ribeiro e Sérgio D’Ávila, as refeições acontecem com as filhas gêmeas Rita e Cecília, na cozinha, que é o coração da casa (Foto: Pais&Filhos, maio/17)

 

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'Não aceitamos crianças': avanço da onda 'childfree' é conveniência ou preconceito?

Especialistas debatem se estabelecimentos que vetam a presença de crianças estão agindo dentro da lei - e que impacto isso tem na sociedade.

No resort do sul do país, "é permitida a hospedagem apenas de maiores de 18 anos, para manter o clima de sossego total para nossos hóspedes". No restaurante de São Paulo, crianças com menos de 14 anos são vetadas porque "o espaço não está adaptado para recebê-las". Na companhia aérea internacional, a "zona silenciosa" é exclusiva para "viajantes com dez anos ou mais e para viajantes que não estejam viajando com menores de dez anos", porque "todos precisamos de um pouco de paz e silêncio".

No Brasil e no mundo, formou-se um nicho de espaços que rejeitam a presença de crianças, com a justificativa de garantir a tranquilidade dos demais clientes.

O nicho vem na esteira do movimento "childfree" - "livre de crianças" -, que existe desde os anos 1980 nos Estados Unidos e no Canadá para agrupar adultos que se sentiam discriminados pela sociedade por não terem filhos.

Hoje, porém, parte desse movimento childfree vai além do "não quero ter filhos" e adota o discurso de "não gosto de crianças" ou "não quero crianças por perto" e ganha corpo nas redes sociais.

"Não sou obrigada a aguentar crianças mal-educadas que não sabem se comportar", "muitos pais não impõem limites" e "os estabelecimentos têm o direito de escolher quem vão servir" foram alguns dos argumentos citados por leitores da BBC Brasil ao serem questionados, no Facebook, se achavam correto o limite imposto à presença de crianças em determinados locais.

Mas outros pontos também foram levantados: "Será que todos aqui nasceram adultos e não lembram como é ser criança?"; "E se os restaurantes passarem a proibir também pessoas velhas, gordas e feias, será aceitável?"

Mas afinal, esse tipo de veto a crianças está dentro da lei? E quais as consequências sociais desse tipo de medida?

2 resort e companhia aerea adotaram veto a criancas credito reproducao - Resort e companhia aérea adotaram veto a crianças (Foto: Reprodução)

Livre iniciativa x discriminação

Há diferentes interpretações jurídicas sobre o tema.

A advogada Fabiola Meira, doutora em direito das relações de consumo e professora-assistente da PUC-SP, defende que o veto é aceitável se for previamente (e claramente) informado ao consumidor para não lhe causar constrangimento.

"Há quem diga que pode haver preconceito, mas acho que locais privados podem adotar um modelo de negócios para um público diferente (que restrinja crianças), com base na livre iniciativa", diz à BBC Brasil. "Não é algo contra uma raça ou nacionalidade, que seria uma discriminação."

Já Isabella Henriques, representante do instituto Alana, organização de defesa dos direitos infantis, diz que, feita a ressalva a locais que sejam impróprios por trazerem perigos às crianças, "o veto é discriminatório sim, por estar excluindo um segmento da sociedade. Abre precedentes para se excluírem também, por exemplo, pessoas com deficiência".

"O fato de um estabelecimento ser privado não o exime de ter de cumprir a Constituição, que em seu artigo 5º diz que todos são iguais perante a lei, e que no artigo 227 diz que crianças e adolescentes têm prioridade absoluta", argumenta Henriques.

O tema também chegou a Brasília. Em maio, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados rejeitou um projeto de lei do deputado licenciado Mário Heringer (PDT-MG) que proíbe estabelecimentos comerciais de vetar o acesso a crianças e adolescentes.

No projeto - que ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara -, o deputado argumenta que esse tipo de veto é "abusivo" e expõe clientes a "constrangimento".

Para o relator Covatti Filho (PP-RS), porém, "não se trata de um tratamento discriminatório das crianças ou mesmo das famílias, mas da exploração legítima de um nicho de mercado".

3 pagina de grupo childfree no facebook movimento comecou reunindo pessoas que se sentiam socialmente excluidas por sua decisao de nao ter filhos reproducao

'Olhar fraterno'

Muitos empreendimentos privados argumentam que seus espaços não foram projetados para os pequenos.

"Temos muitos morros aqui e sacadas que são perigosas para crianças", diz à reportagem a gerência de um resort exclusivo para adultos em Santa Catarina. "E nossa proposta é de proporcionar algo mais romântico e reservado, para casais em lua de mel ou para o Dia dos Namorados. Sempre informamos antes, então isso nunca atrapalhou."

A advogada Aline Prado é autora de um comentário com mais de 300 curtidas no post da BBC Brasil sobre o tema. "Pessoas que não têm filhos também precisam ter a liberdade de escolher frequentar um ambiente sem crianças", opina, agregando que "é comum vermos crianças desconfortáveis em alguns ambientes. Não é obrigação dela se comportar como adulto, mas ela não deveria ser exposta a isso por adultos".

Mas defensores dos direitos infantis veem essas restrições como evidências de uma sociedade mais intolerante e egoísta.

"Se não conseguimos conviver com as crianças e entender suas necessidades, que sociedade queremos ter no futuro? Uma que confine as crianças apenas a locais específicos gerará adultos que não sabem se relacionar", opina Isabella Henriques, do Alana.

"A voz infantil incomoda por não ter os filtros sociais. (Mas) é o nosso valor do presente. As crianças têm direito a voz e a se expressar e a brincar de forma distinta do adulto."

Para a autora Elisama Santos, consultora em comunicação não violenta e educadora parental, faz parte da vida em sociedade aprender a lidar com o choro infantil - assim como outros inconvenientes das relações pessoais.

"Adultos têm que saber que o mundo não é só deles. O choro da criança incomoda, assim como o adulto bêbado também incomoda e ele não é (previamente proibido) nos lugares", opina.

"A ideia de que a criança é indesejada é violenta com ela e com sua família, numa época em que a maternidade das grandes cidades é exercida em grande solidão e muitas mães têm uma rede de apoio pequena - não têm com quem deixar o filho quando precisam ir ao médico, se alimentar, se divertir. Em que momento esquecemos que as crianças é que vão perpetuar o nosso mundo?"

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/nao-aceitamos-criancas-avanco-da-onda-childfree-e-conveniencia-ou-preconceito.ghtml

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Pais vetam livros sobre questão de gênero

Educadores criticam interferência nas decisões dos colégios sobre os temas

BRASÍLIA - Tema de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e de projetos no Congresso Nacional, a chamada “ideologia de gênero” vem sendo apontada nas escolas por pais incomodados com o material didático trabalhado em sala de aula. As reclamações se multiplicam pelo país e resultam muitas vezes na substituição de livros, dividindo a comunidade escolar. No centro do debate, a linha tênue entre o direito da família de acompanhar de perto a educação dos filhos e a ingerência preconceituosa no processo coletivo de aprendizagem.

Um caso recente no Colégio Ipê, escola da rede privada que atende alunos da educação infantil até o 9º ano em Brasília, expõe a complexidade da situação. Após queixas em relação ao livro “Lá vem história: contos do folclore mundial”, uma turma do 2º ano do ensino fundamental ficou dividida. Pouco mais da metade dos pais (18 em relação às 32 crianças da classe) trocou a obra que havia sido indicada pela escola como material de apoio às aulas de literatura para o segundo semestre deste ano. Alguns contos do capítulo “Para sentir uma pontinha de medo” foram considerados pesados demais para os alunos, mas a história que de fato causou discórdia se chama “Maria Gomes e os cavalinhos mágicos”.

No conto, a protagonista é abandonada pelo pai viúvo sem condições financeiras de sustentar a filha. Disfarçada de homem por ordem de uma voz que passou a ajudá-la, Maria Gomes consegue emprego no jardim de um palácio. Até que “mesmo pensando que Maria fosse um jovem, o filho do rei se apaixonou por ela. Preocupado, o príncipe dizia à mãe: Minha mãe do coração, os olhos de Gomes matam. São de mulher, sim. Não são de homem, não”. Por fim, ele descobre que Maria é mulher, declara seu amor e vivem felizes para sempre.

Para Gizeli Nicoski, de 38 anos, que articulou com outras mães a reclamação formal à escola, o conteúdo é inadequado para crianças como sua filha Nicole, de 7 anos. Ela afirma que não se trata de intolerância ou censura a determinados conteúdos, mas de adequá-los à faixa etária dos alunos. E diz não se incomodar com a “imagem de chata” que acredita ter diante de funcionários e outros pais do Colégio Ipê:

—Não é que sejamos contrários a temas sobre sexualidade, mas tudo no seu tempo. Uma história que fala de criança abandonada, depois homem com homem, não pode ser algo adequado para alunos do 2º ano — defende Gizeli, que também é mãe de Natalie e Nicholas, de três e quatro anos, respectivamente.

Diante da resistência de pais que não quiseram abrir mão do livro, escrito por Heloisa Prieto e há 10 anos no mercado, restou à escola deixar a critério de cada um fazer a substituição, após negociar a troca de títulos com a editora. Gilberto Fernandes Costa, um dos diretores do Colégio Ipê, diz que a saída foi possível por se tratar de um material de suporte às aulas de literatura, o que permite que os professores trabalhem livros diferentes dentro de uma mesma classe. Sobre a ingerência dos pais, Costa prefere não polemizar:

— Se é possível trocar sem prejuízos pedagógicos, a gente troca. As famílias têm todo o direito de questionar e cabe à escola mostrar aos pais as razões da abordagem dos assuntos.

Retirada de livro da grade escolar

Na rede privada a pressão dos pais conta muito e a escola acaba cedendo aos apelos, com medo também da repercussão negativa nas redes sociais. No Colégio Marista de Brasília, de ensino infantil e fundamental, vinculado à Igreja Católica, o livro “A família de Sara” foi vetado no segundo semestre de 2015, após críticas de um pai.

A história conta as agruras de Sara, filha adotiva de uma mãe que não era casada, por não ter quem levar às festividades da escola no Dia dos Pais. Em determinado trecho, a mãe tenta consolar a menina: “É possível ter duas mães ou dois pais, ou ter mãe e padrasto e pai e madrasta, e gostar igualmente de todos. O importante, Sara, não é como sua família é, mas como ela te trata”.

Flaviane Leite, mãe de Rafael, aluno do Colégio Marista, critica a intervenção indevida dos pais - Arquivo Pessoal

Para Flaviane Leite, mãe de Rafael, à época aluno do terceiro ano do ensino fundamental do Marista, a retirada do livro foi uma interferência indevida dos pais na escola.

— Eu li o livro com meu filho. No fim, de maneira bem leve, ele citava que era possível ter outras formas de família. Nada demais. A própria autora do livro contou a história dela: a família era ela e a filha adotada, que era negra — afirma Flaviane.

Autora do livro, que escreveu 61 títulos para a coleção Sara e sua Turma, com adaptações em andamento para a TV Escola, Gisele Gama, de 50 anos, confirma que se inspirou nas dificuldades da própria filha. Ela acredita que a perseguição infundada por conta da obra, que já vendeu mais de um milhão de exemplares, vem do preconceito:

— Esse pai colocava na internet meu livro com um carimbo “ideologia de gênero”. É tremendamente lamentável, mas mostra o preconceito que existe. O pior é a escola retirar o livro. Nenhuma criança pode ser menos por causa da família que tem. E o livro só conta a história real da minha família.

Sem explicar os motivos de ter deixado de usar a obra, o Colégio Marista de Brasília afirmou, em nota, que o material de apoio é atualizado todos os anos. “Para 2016, essa obra não está na lista de livros paradidáticos, o que não significa que escola, família, educadores e estudantes não dialogarão sobre o tema”. E acrescentou que o Papa defendeu recentemente que a Igreja discuta abertamente “mudanças vividas pela família contemporânea, como é o caso dos novos arranjos familiares”.

Miguel Nagib, porta-voz do Escola sem Partido, movimento contrário à doutrinação política e ideológica na educação com forte cunho religioso, que pressiona pela aprovação de projetos de lei com regras e sanções a educadores, diz que a preocupação está nos conteúdos passados de forma dogmática.

— Não pode haver na sala de aula uma revelação divina, uma verdade dogmática. Se os pais dizem para o filho o que é o certo, a escola não pode dizer o contrário. Os pais são os responsáveis.

Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fernando Penna afirma que esse fenômeno é influenciado por um contexto político, mas também pelo poder das redes sociais. Para explicar o movimento visto hoje nas escolas, o educador retorna a 2011, quando o governo Dilma Rousseff se preparava para distribuir um material de combate à homofobia que acabou vetado após a má repercussão.

Penna afirma que o material foi apelidado de “kit gay” por parlamentares ditos conservadores, que criaram essa bandeira para se promover. O episódio foi, segundo o especialista, um marco importante na origem do que hoje é chamado de combate à dita ideologia de gênero:

— A ideologia de gênero é um termo cunhado para desqualificar o debate sobre as desigualdades, sobre os papeis sociais, e pregar que o objetivo real é a erotização infantil, a transformação de jovens em gays e lésbicas ou o combate à família tradicional — explica. — Aliado a isso, há circulação de notícias falsas em redes sociais que causam um pânico moral muito grande. E as famílias, numa atitude compreensível, ficam apavoradas.

Colégio contraria críticas e mantém tema

Ao contrário do que aconteceu nas escolas Ipê e Marista, o Colégio Positivo de Curitiba não sucumbiu ao protesto de alguns pais em relação ao conteúdo abordado nos livros de Sociologia do 2º ano do ensino médio. No material didático, os autores afirmam, por exemplo, que “não existe um modelo pré-definido de comportamento ideal de mulheres e homens” e destacam que esses valores foram socialmente construídos.

A divulgação do conteúdo do livro por um blog local e pela página “Escola Sem Partido PR” no Facebook também gerou críticas nas redes sociais. Mas, mesmo com a reação negativa de algumas pessoas, a editora Positivo manterá o tema no livros. Segundo Joseph Razouk Júnior, diretor editorial da empresa, a abordagem atende às diretrizes nacionais de educação e promove a cidadania. Atualmente, dois milhões de jovens em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão, usam os livros da rede.

— A discussão sobre gênero, seja nas escolas, seja na sociedade como um todo, não pode ser lida como uma ideologia, e sim como um campo de pesquisa científico e acadêmico de reconhecimento internacional — afirma Júnior. — A cidadania é entendida como base do Estado de Direito e orientada pelos princípios jurídicos da liberdade, da igualdade e do respeito às diferenças.

Professor de História e Filosofia do Positivo de Curitiba, Daniel Medeiros, critica o conservadorismo:

— A visão de alguns pais conservadores é ditada pelo discurso da religião, que limita o diálogo. O que está acontecendo é uma falsa questão. Aparecem pessoas que não têm formação e querem intervir no trabalho de escolas sérias.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/pais-interferem-em-escolas-que-abordam-questao-de-genero-nos-livros-vetam-conteudo-21644988

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Guarda compartilhada: perguntas e respostas

Todas as decisões sobre a rotina da criança devem ser tomadas em conjunto pelos pais

Ninguém se casa pensando em separação - ou pelo menos não deveria. No entanto, divórcios acontecem todos os dias e a verdade é que, quando há crianças envolvidas, o processo é sempre mais doloroso. Com o objetivo de dar à criança a oportunidade de conviver tanto com o pai como com a mãe e sentir que ambos têm responsabilidade sobre ela, passou a vigorar desde 2014 a lei da guarda compartilhada, que determina que todas as decisões sobre a rotina da criança passam a ser tomadas em conjunto pelos pais – mesmo que a criança viva a maior parte do tempo com apenas um deles. “Na teoria, é o regime ideal. Mas o fato de a lei existir não é predominante na decisão do juiz, que tenderá sempre para o que for melhor para a criança”, diz a advogada Gladys Maluf Chamma, especializada em direito de família (SP). Segundo os dados mais recentes do IBGE,  houve aumento na proporção de guarda compartilhada entre os cônjuges em 2015, chegando a 12,5%. “A compreensão em relação à guarda compartilhada está ficando cada vez maior. Atualmente, as famílias têm optado com mais segurança por ela em nome do bem-estar dos filhos”, diz a advogada especializada em direito de família e sucessão, Alessandra Rugai Bastos (SP). O regime, porém, ainda levanta muitas dúvidas. CRESCER conversou com especialistas para responder às principais perguntas:

O que é guarda compartilhada?

A guarda compartilhada é aquela em que os genitores vão decidir todas as questões dos filhos em conjunto, como mudança de escola, forma de criação e educação, tratamentos médicos. Diferente da convivência alternada, em que os pais dividem apenas o tempo da criança, na guarda compartilhada, os genitores dividem também as responsabilidades. Sob esse regime, o menor tem domicílio fixo e as visitas do outro genitor devem ser acordadas entre o casal ou definida por um juiz. Entende-se que ter uma única residência é mais saudável para as crianças, principalmente para as mais novas, que precisam de referência e estabilidade. Quando os pais não chegam a um consenso sobre onde a criança vai morar e como serão combinadas as visitas, o juiz vai levar em consideração o bem-estar da criança.

Ela é obrigatória?

Na teoria, é o regime ideal. Mas o fato de a lei existir não é predominante na decisão do juiz, que tenderá sempre para o bem-estar da criança. Mas é importante ter em mente que o que funciona para uma família pode não funcionar para a outra. Se não há acordo, serão feitas análises e perícias para identificar qual é o cenário mais favorável às crianças envolvidas.

A guarda compartilhada é indicada até para casais que se separaram em litígio?

A guarda compartilhada visa o melhor para as crianças, não para os pais. É claro que a situação de desentendimento entre os genitores é levada em consideração, mas o que prevalece é o bem-estar dos filhos. E é importante lembrar que o que significa “bem-estar” para um adolescente de 15 anos é bem diferente do que para uma criança de 4 anos. Se o juiz entender que ambos têm condições de chegar a consensos amigáveis, a guarda compartilhada prevalecerá. Mas, se essa convivência prejudicar o menor, a guarda unilateral - em que apenas um dos genitores fica responsável pela criança - será acolhida. Vale lembrar que a guarda compartilhada não é o direito de participar da vida do filho - é dever. Além de dividir as responsabilidades, significa, entre outras coisas, ir a reuniões na escola, levar ao médico, ajudar com a lição de casa.

Na guarda unilateral, o outro genitor fica isento das tomadas de decisão?

Não completamente. Um exemplo: na guarda compartilhada, fica claro que a mãe não pode mudar o filho de escola sem que o pai também concorde com a mudança. Já na unilateral, ela pode - porém, se o outro genitor entender que essa mudança é indevida, de forma que irá prejudicar a criança, ele pode exercer seu poder familiar e contestar. Novamente, prevalece o bem-estar da criança.

A opinião da criança é levada em consideração?

Nunca é a criança quem decide onde vai viver e como seu tempo será dividido. Mas, dependendo da situação e da idade do menor, ele poderá ser ouvido pela perícia. Cabe ao juiz entender a relevância, já que cada caso é um caso.

A guarda compartilhada é uma opção para pais que não moram na mesma cidade?

Sim, esse regime pode ser exercido mesmo à distância - inclusive em países diferentes. O juiz estabelecerá como local de moradia o que melhor atender aos interesses da criança. E a convivência com o pai que mora longe deverá ser compensada durante feriados ou períodos de férias.

O que muda em relação à pensão alimentícia?

Absolutamente nada. Independentemente do tipo de guarda acordada, ambos os pais são responsáveis pela pensão, que, além da alimentação, inclui escola e outras despesas, como a médica. A pensão deve ser paga por aquele que detém o direito de visitas, pois entende-se que já há despesas atreladas à convivência diária. O valor da pensão pode ser combinada entre os pais ou definida pelo juiz, de acordo com as necessidades de quem recebe e as possibilidades de quem paga.

Vamos supor que a criança tenha ficado doente no fim de semana que deveria passar com o outro genitor. O que fazer?

Bom senso é a palavra de ordem. De maneira geral, a visita estaria cancelada, pois prejudicaria a criança, mas o genitor que detém o direito à visita pode levar a criança ao médico, por exemplo. O importante é avaliar a situação: se seu filho não está bem o suficiente para cumprir o acordado com o pai, ele não pode se sentir bem para ir à natação, para a casa dos avós ou brincar, certo?

E se a criança não gosta de passar tempo com o outro genitor? Qual deve ser a postura do pai com quem ela mora?

Se a criança realmente não quiser ir, é preciso descobrir o motivo - o que acontece durante o tempo com o outro genitor que a incomoda? Em todo o caso, é obrigatório entregar o filho até que haja provas de que a convivência com o outro pai prejudica a criança. Afinal, a parte que não está entregando pode estar induzindo o filho a não querer ir ou fazendo alienação parental - em ambos os casos, quem sai perdendo é a criança.

E quando um dos pais não quer ou não pode ter a guarda?

Nesse caso, a guarda unilateral provavelmente será definida. No entanto, a não ser que um dos pais abra mão ou comprovadamente não tenha condições - seja por uma questão de saúde ou psicológica - a guarda compartilhada é recomendada.

E se o divórcio ocorrer durante a gravidez? O pai pode ver o parto, por exemplo?

Se a mãe autorizar, sim. Um parágrafo da lei da Guarda Compartilhada (13.058/2014) garante ao pai acompanhar tudo o que diz respeito ao filho, da concepção ao nascimento. Porém, como é um momento de intimidade, a gestante pode não querer a presença do ex e isso deve ser respeitado.

Como fica o registro da criança?

A lei determina que o pai ou a mãe, juntos ou sozinhos, devem registrar a criança em até 15 dias após o nascimento – antes, a iniciativa era exclusiva do pai. Toda criança tem o direito de receber o nome do pai e da mãe, mas uma mãe pode declarar não saber quem é o pai por não querer colocá-lo na certidão. Nesse caso, é possível mover uma ação para reconhecer a paternidade.

Os casos já julgados, antes da mudança na lei, podem ser revistos?

Todos os casos, seja sobre guarda ou pensão, podem ser revistos a qualquer momento, desde que se prove que o que foi acordado anteriormente já não é mais adequado.

Fontes: Alessandra Rugai Bastos, advogada especializada em direito de família e sucessão; Gladys Maluf Chamma, advogada especializada em direito de família

O que muda em relação à pensão alimentícia?

Absolutamente nada. Independentemente do tipo de guarda acordada, ambos os pais são responsáveis pela pensão, que, além da alimentação, inclui escola e outras despesas, como a médica. A pensão deve ser paga por aquele que detém o direito de visitas, pois entende-se que já há despesas atreladas à convivência diária. O valor da pensão pode ser combinada entre os pais ou definida pelo juiz, de acordo com as necessidades de quem recebe e as possibilidades de quem paga.

Vamos supor que a criança tenha ficado doente no fim de semana que deveria passar com o outro genitor. O que fazer?

Bom senso é a palavra de ordem. De maneira geral, a visita estaria cancelada, pois prejudicaria a criança, mas o genitor que detém o direito à visita pode levar a criança ao médico, por exemplo. O importante é avaliar a situação: se seu filho não está bem o suficiente para cumprir o acordado com o pai, ele não pode se sentir bem para ir à natação, para a casa dos avós ou brincar, certo?

E se a criança não gosta de passar tempo com o outro genitor? Qual deve ser a postura do pai com quem ela mora?

Se a criança realmente não quiser ir, é preciso descobrir o motivo - o que acontece durante o tempo com o outro genitor que a incomoda? Em todo o caso, é obrigatório entregar o filho até que haja provas de que a convivência com o outro pai prejudica a criança. Afinal, a parte que não está entregando pode estar induzindo o filho a não querer ir ou fazendo alienação parental - em ambos os casos, quem sai perdendo é a criança.

E quando um dos pais não quer ou não pode ter a guarda?

Nesse caso, a guarda unilateral provavelmente será definida. No entanto, a não ser que um dos pais abra mão ou comprovadamente não tenha condições - seja por uma questão de saúde ou psicológica - a guarda compartilhada é recomendada.

E se o divórcio ocorrer durante a gravidez? O pai pode ver o parto, por exemplo?

Se a mãe autorizar, sim. Um parágrafo da lei da Guarda Compartilhada (13.058/2014) garante ao pai acompanhar tudo o que diz respeito ao filho, da concepção ao nascimento. Porém, como é um momento de intimidade, a gestante pode não querer a presença do ex e isso deve ser respeitado.

Como fica o registro da criança?

A lei determina que o pai ou a mãe, juntos ou sozinhos, devem registrar a criança em até 15 dias após o nascimento – antes, a iniciativa era exclusiva do pai. Toda criança tem o direito de receber o nome do pai e da mãe, mas uma mãe pode declarar não saber quem é o pai por não querer colocá-lo na certidão. Nesse caso, é possível mover uma ação para reconhecer a paternidade.

Os casos já julgados, antes da mudança na lei, podem ser revistos?

Todos os casos, seja sobre guarda ou pensão, podem ser revistos a qualquer momento, desde que se prove que o que foi acordado anteriormente já não é mais adequado.

Fontes: Alessandra Rugai Bastos, advogada especializada em direito de família e sucessão; Gladys Maluf Chamma, advogada especializada em direito de família

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2017/04/guarda-compartilhada-perguntas-e-respostas.html
Por Andrezza Duarte - 10/04/2017 18h19

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Férias escolares chegam ao fim! Veja dicas para ajudar com novos horários na volta às aulas

Nas férias escolares as crianças aproveitam para ir dormir mais tarde, jogar vídeo game, assistir televisão, e acabam mudando a rotina, o que impacta na qualidade do sono. Porém, logo as aulas começam novamente e, para que o organismo não sofra tanto com as mudanças de horário, Luciane Mello, especialista do sono responsável pelo Ambulatório do Ronco e Apneia, dá algumas dicas que podem ajudar os pais a manter a rotina das crianças em dia. Veja  a seguir:

1.Organize os horários de ir para a cama

Organize para que as crianças voltem ao horário correto de dormir e também de acordar uma semana antes do fim das férias. Ajuste os horários um pouco a cada dia, até que a hora habitual se assemelhe a rotina das aulas.

2. Fique de olho na alimentação

À noite, os pais devem evitar dar as crianças alimentos gordurosos, muito pesados e bebidas estimulantes, como chá preto e refrigerante. O ideal é que eles jantem três horas antes de se deitar e comam um lanche leve antes de dormir, se sentirem fome.

3. Incentive a prática de atividade mais leves

O ideal é que durante a noite as crianças realizem atividades mais calmas, como ler um livro ou se divertir com histórias em quadrinhos. Evite que façam atividades físicas ou joguem videogames, por exemplo, já que ambas estimulam a produção de adrenalina, o que dificulta o sono.

4. Crie um ambiente agradável

Quando a noite se aproximar, o ideal é que a casa fique mais silenciosa e as luzes mais amenas. Experimente utilizar abajures, pois a luz forte prejudica os ciclos biológicos.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/ferias-escolares-chegam-ao-fim-veja-dicas-para-ajudar-com-novos-horarios-na-volta-as-aulas-29072017

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Especialista dá dicas para lidar com frustração e birra infantis

O que fazer quando as crianças querem mexer em coisas na casa dos outros? Ou quando abrem o berreiro em pleno supermercado?

O debate sobre comportamento infantil foi intenso nas redes sociais na última semana, tudo por causa de um boneco colecionável.

A história começou quando uma mulher e seu filho de sete anos visitaram uma conhecida e sua sobrinha, dona de uma miniatura do Gavião Arqueiro, personagem dos Vingadores. O menino quis brincar com o boneco, e o pedido foi negado.

As duas mulheres depois discutiram via WhatsApp: a mãe se queixou de que o filho tinha voltado para casa chorando. A colecionadora respondeu que não se tratava de um brinquedo, e sim de um caro item colecionável. "E se ele ficar doente?", questionou a mãe. "Filho é que nem peido, só preciso aguentar o que sai de mim", acabou respondendo a outra.

Entre as milhares de curtidas e compartilhamentos do caso, houve muitas críticas à atitude da mãe, inclusive sugerindo palmadas para dar um "corretivo" na criança, e outras tantas à resposta da colecionadora, considerada "egoísta" por parte das pessoas.

Mas será que há formas diferentes - e mais eficazes - de lidar com essas questões rotineiras envolvendo desejos infantis?

A BBC Brasil conversou a respeito com a escritora Elisama Santos, consultora em educação não violenta, método que prega comunicação empática nas relações pessoais e profissionais, e autora do livro Tudo Eu! Confissões de uma Mãe Sincera.

"De um lado temos uma mãe que quer evitar a qualquer custo a frustração do filho", diz Santos. "(De outro), ainda há muitos pais que batem nas crianças. Quando você bate, é porque acabou sua capacidade de diálogo, e o resultado é que hoje temos uma geração que não sabe conversar."

Treta - Mulheres brigam no whatsapp

Santos é advogada de formação, mas se interessou por comunicação não violenta depois do nascimento dos filhos, hoje com 5 e 2 anos de idade. Acabou se especializando em educação parental, que virou tema de livros e palestras.

Para quem acredita que a comunicação não violenta pode deixar a criança despreparada para lidar com uma sociedade geralmente pouco compreensiva, Santos defende que o efeito é o oposto.

"Ensinar meu filho a ter empatia com os demais não significa aceitar tudo passivamente", diz. "Pelo contrário, é entender que os incômodos fazem parte da vida e saber lidar com eles. Se ele apenas aprender a responder violência com mais violência, ele não mudará nada no mundo."

A seguir, ela dá ideias sobre como agir em momentos bem comuns no dia a dia de pais e crianças pequenas - sem se desesperar, mantendo o diálogo aberto e sem precisar recorrer a ameaças ou palmadas:

Quando é preciso dizer não...

"Temos uma nova leva de pais que decidiram que não vão usar a violência, mas também não sabem como ajudar a criança a lidar com suas frustrações. E daí, assumem um papel oposto ao que deveriam, de achar que têm que poupar o filho de todas as frustrações", diz Santos.

"É normal uma criança chorar porque quer um brinquedo. Ela tem vontades, desde comer chocolate antes do almoço a não ir para a escola. Entender a vontade é não julgar se esta deveria ou não existir, que é o que a maioria das pessoas faz. Convencer a criança a não querer mais aquilo geralmente não dá certo."

A recomendação da consultora é, ao dizer não, explicar o motivo sem invalidar o ponto de vista da criança.

"É dizer 'eu sei que o brinquedinho é legal, e entendo você ter vontade de brincar com ele', entendendo a frustração que vai vir com o meu 'não'."

...E lidar com a frustração

"Com meus filhos, eu os acolho (durante os momentos de frustração) e nomeio seus sentimentos - 'você está triste, você está frustrado' - para que eles os conheçam. A gente acha normal explicar o que é uma mesa e uma cadeira, mas não um sentimento", diz Santos.

"Sem conselhos, sem julgamentos, eu os escuto ativamente enquanto dizem 'mas mamãe, eu queria muito brincar com aquele brinquedo'. Minha recomendação, depois disso, é dizer que a tristeza dói, mas que agora a gente vai dar a volta por cima. E daí eu uso a imaginação. No caso do bonequinho, eu diria para meu filho desenhar o boneco que ele quisesse ou imaginar uma história com o boneco."

Criança chorando em público

Quando as crianças choram em público

Santos é da opinião de que pais que tenham de lidar com crises de choro do filho deveriam aprender a ignorar a opinião alheia.

"É triste que olhemos para quem ainda não sabe lidar com seus sentimentos desse modo ruim. A primeira coisa que costumamos falar nessas circunstâncias é 'não chore'. Daí crescemos aprendendo que o choro por fome é válido e que o choro por medo, tristeza ou colo é 'manha' - um descontrole, algo que não deveria existir. Mas com isso as crianças se tornam analfabetas emocionais, sem ferramentas para lidar com sua raiva, sua angústia."

"Minha sugestão é que os pais foquem em lidar com o choro do seu filho, e não com o incômodo que ele traga aos outros. Se eu for me preocupar com quem está ao redor, me perco e começo a ficar nervosa."

Quando as crianças querem tudo na loja de brinquedos

A tentação das lojas de brinquedos costuma ser irresistível para muitas crianças. Para resistir aos pedidos dos pequenos, Santos sugere que os pais os anotem - apenas isso.

"Quando meu filho pede um presente, eu anoto: ele quer um capacete assim e assado. 'Quando vou te dar? Não sei, filho, agora não tenho dinheiro, mas está aqui, anotado'. A maioria das vezes a criança só quer saber que você validou o desejo dela, assim como nós queremos várias coisas que muitas vezes não podemos ter. Isso torna o processo mais leve e fácil de lidar", explica ela.

"Claro que tem as vezes em que as crianças querem as coisas 'para ontem', e nesses casos eu sugiro usar a imaginação: 'não podemos comprar o brinquedo, mas podemos desenhar e imaginar'. Mas, em geral, as listinhas funcionam bem aqui em casa."
Quando você está com pressa, mas a criança não

"Se você tem pressa para sair de casa, sugiro tentar ser divertido com a criança, ou ela provavelmente vai não colaborar", afirma Santos.

"Coloque três pares de sapato no chão e deixe ela escolher qual quer usar; diga que ela é capitã de uma nave espacial e tem que completar diversas missões, que incluem se arrumar para sair."

Mas e se não tiver jeito - a criança não quer entrar no carro? Daí você não precisa negociar com a criança, mas pode retomar mais tarde a conversa.

"Nesses casos eu digo ao meu filho 'sinto muito, a gente vai conversar sobre por que você está chateado, mas no momento a mamãe precisa sair."
Quando a ida ao supermercado se torna um estresse

Santos diz que uma das perguntas que mais ouve de pais e mães é: como tornar as idas ao supermercado e ao shopping mais tranquilas?

"São lugares com excesso de informação, que causam estresse às crianças porque elas não sabem em que focar sua atenção", diz a consultora. "Uma ideia é dar uma tarefa à criança: 'pegue três maçãs' para as maiorzinhas; organizar as compras no carrinho para as mais novas."

Se o estresse já está em curso porque a criança quer levar o doce, Santos sugere dar um abraço, ouvir sua reclamação, dar nome ao seu sentimento e explicar: "Você queria muito o doce, eu entendo, é muito gostoso. Mas não temos dinheiro (ou não comemos esse doce em dias de semana). Vamos pensar em alguma brincadeira legal."

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-40675871
Paula Adamo Idoeta - Da BBC Brasil em São Paulo

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Desfralde: 11 dicas para tirar a fralda da criança sem tanta complicação

O período de desfralde do bebê varia muito de criança para criança. Pode acontecer logo cedo ou mais tarde, pode ser tranquilo ou complicado. Para ajudar pais e seus filhos a passar por esse momento de forma tranquila e sem traumas, algumas mães compartilham suas dicas de ouro:

Observe o tempo da criança

“Comecei o desfralde quando minha filha tinha aproximadamente 2 anos. Fui observando que ela fazia xixi ou cocô na fralda e ficava incomodada. Algumas vezes tirava a fralda para fazer e isso me fez perceber que ela já estava preparada”, conta Bárbara Calmeto, mãe de Beatriz, 6, e Lucas, 11 meses, autora do blog Mãespecialista.

Explique a situação

“As crianças são muito espertas e entendem tudo que é explicado. Minha dica é não ficar falando demais e ser direto e claro nas explicações. Disse que ela já estava uma mocinha e que ia usar somente calcinhas. Comprei várias peças coloridas e ela ficou superanimada. Tem vários livros infantis que falam sobre essa fase na linguagem da criança, vale a pena também”, diz Bárbara.

Não repreenda

“A criança vai fazer algumas vezes na roupa e isso é esperado. Quando isso acontecia, eu trocava e pronto. Não repreendia nem nada. Tem que ter paciência. Fui persistente e deixava sem fralda. Quando ia ao vaso, eu parabenizava, mas sem muita festa. Sempre tratei como um assunto natural”, explica Cali Galiasso, mãe de Hana, 6.

Avise na escola

“Se a criança estiver na escola e esta for parceira, uma boa conversa pode ser muito benéfica nessa fase. Lá eles têm técnicas que vão colaborar no processo. Mas se a escola não for muito parceira, pelo trabalho de vazar na roupa e a limpeza, aí prejudica. Então, vale a pena conversar com a coordenação pedagógica”, indica Bárbara.

Envolva todos ao redor

“Acho importante ser algo em conjunto com a escola e com a família, para que a rotina da criança não seja alterada e as práticas sejam as mesmas em todos os ambientes que ela circula. Além disso, ter o comportamento dos outros amigos da escola como espelho ajuda muito, mas é indispensável o acompanhamento em casa, isso dá à criança mais segurança também”, aponta Danielle Joia, mãe de João Gabriel, 5 anos, e Rodrigo, 2 anos e 11 meses.

Aposte na regularidade

“Eu colocava minha filha no vaso a cada duas horas aproximadamente, mas, às vezes, o xixi escapava. O cocô, que gera mais pânico, só escapou uma vez. Nunca usei penico, já fui direto para o vaso sanitário, pois as crianças repetem nossas ações e o fato de ela me ver usando o vaso sanitário ajudou. O desfralde da minha filha foi muito fácil”, afirma Cali. Desfralde: 11 dicas para tirar a fralda da criança sem tanta complicação

Deixe o momento divertido

“É bom tornar a ida ao banheiro um momento divertido e leve. Eu fiz um quadro de incentivo e, a cada vez que ela acertava fazer no vaso, ganhava um adesivo que ela ama. Ou seja, toda hora ela queria ir até lá”, diz Bárbara.

Respeite a individualidade

“Sou divorciada desde que meu filho tem 1 ano e 3 meses, foi uma separação conturbada e ele adoeceu muito, teve dificuldades de fala... A psicóloga me explicou que, por tudo isso, teria de fazer as coisas aos poucos, com tempo. Comecei o desfralde diurno aos 3 anos e o noturno aos 4. Tem pais que acham mais cedo tranquilo, mas eu preferi não tentar a sorte”, conta Franciene Verciano, mãe de Tiago, 4.

Sem comparações 

“Não existe tempo definido para o desfralde. Existem casos e casos, tudo vai depender depende da dinâmica de cada casa e principalmente do comportamento de cada criança! Levei seis meses com meu filho mais velho e estou há 10 meses com o caçula, mas ainda sem sucesso. O xixi foi mais rápido, mas ainda estamos sofrendo com o cocô até hoje, e ele está às vésperas de completar 3 anos! Só começarei o desfralde noturno após a conclusão do diurno”, diz Danielle.

Não volte atrás

“Mesmo depois do desfralde noturno meu filho continuou fazendo xixi na cama. Minha mãe quis que eu voltasse atrás, mas falei que não. E assim fui fazendo. Levanto sempre por volta de 3 horas da madrugada para levá-lo ao banheiro até que ele consiga controlar”, conta Franciene. Bárbara concorda. “Se tirou da fralda, não volte mais. Esse processo de ir e voltar deixa a criança confusa”.

Tenha paciência

“É uma fase de controle e isso é difícil e demorado. É bom anotar quantas vezes está vazando e quantas estão acertando no vaso para observar se as escapadas estão decrescendo. E se a criança não estiver progredindo no desfralde, vale a pena reavaliar se ela está sendo incentivada pelos cuidadores”, finaliza Bárbara.

Fonte: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/07/27/11-dicas-para-o-desfralde-da-crianca.htm
Mariana Bueno - Colaboração para o UOL - 27/07/2017

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Doe brinquedos na campanha da Buster no Brasil do CCBB

A campanha de doação de brinquedos, conduzida em parceria com a ONG Sonhar Acordado Brasília e com a mostra Buster no Brasil - Cinema Infantojuvenil, está chegando ao fim!

Venha conferir os últimos dias do Buster, que está com uma programação super divertida, voltada para crianças e adolescentes, e aproveite para trazer a sua doação. Doe quantos brinquedos quiser, podem ser novos ou usados, em bom estado de uso, pois eles trarão alegria e diversão para várias crianças carentes.

Quer saber mais sobre a mostra gratuitia de cinema Buster no Brasil que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)? Então, clique aqui.

Para doar brinquedos:

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Telefone: (61) 9 8152-0493

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