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Agenda Infantil: Programação para crianças em Brasília

Qual o melhor leite para consumo?

 O primeiro alimento que você ingeriu ao nascer também pode ser um companheiro fiel ao longo da vida. O cálcio contido no leite, junto com a vitamina D, é essencial para a formação dos ossos, principalmente até os 20 anos de idade. Um adulto precisa diariamente 1 grama de cálcio, que ajuda também na coagulação do sangue, na contração muscular, na transmissão de impulsos nervosos e na secreção de hormônios.

Está claro, portanto, que o leite é peça fundamental na nossa alimentação. Mas com tantas opções do produto, como fazer a escolha mais adequada? “Há diversos tipos de leite à disposição do consumidor. É possível escolher, por exemplo, entre variações com mais ou menos gordura, enriquecidos ou ainda com ou sem lactose. As vantagens são diversas!”, afirma Cynthia Antonaccio, da Consultoria Equilibrium.

Tipos de leite e derivados

Se analisarmos apenas a composição de gordura, temos o integral (acima de 3%), semidesnatado (de 0,6% a 2,9%) e desnatado (até 0,5%). Os valores calóricos diminuem de acordo com o volume de gordura, mas todos os demais nutrientes permanecem iguais.

Derivados do leite também são grandes fontes nutritivas e boas alternativas para variar o consumo do produto. Queijos, iogurtes e manteiga, por exemplo, ajudam a atingir as doses diárias de cálcio.

Intolerantes à lactose

Para quem tem intolerância à lactose (o “açúcar” do leite), recomenda-se o produto com baixa lactose ou produzido a partir de matéria-prima vegetal, como soja, amêndoas, coco, arroz, entre outros. Para manter o nível de cálcio das opções tradicionais, os leites podem ser enriquecidos industrialmente.

Bebidas lácteas, com pelo menos 51% de leite e soro de leite, também podem ser boas saídas, em razão do teor proteico. “Enxergo como uma tendência e um bom estímulo da indústria para o consumo de lácteos. O maior cuidado deve recair sobre a quantidade de açúcares. Outra dica é dar preferência às embalagens cartonadas assépticas, que dispensam o uso de aditivos para conservação”, sugere a nutricionista.

A influência das embalagens no leite

Além da composição nutricional, existe ainda a diferença das embalagens, que ajudam a dar segurança e praticidade ao alimento. No caso do leite em pó, o processo é dividido em três etapas: pasteurização, concentração e secagem. Já o produto em saquinho também passa pela pasteurização – processo que eleva o líquido à temperatura de aproximadamente 73°C e depois o resfria rapidamente – a fim de eliminar os micro-organismos nocivos. Esse tipo de leite precisa ficar refrigerado e tem prazo de validade menor.

No caso do alimento em garrafas plásticas, ele pode ser pasteurizado ou sofrer o processo UHT (Ultra High Temperature). Neste procedimento, o líquido é submetido a uma temperatura que varia entre 130° e 150°C durante curtíssimo período de tempo (2 a 4 segundos), e imediatamente resfriado a menos 32°C. Durante o processo, no qual são eliminados todos os micro-organismos deteriorantes, é realizada também a homogeneização.

Os mais conhecidos leites UHT, contudo, estão nas caixinhas. Prática e segura, a embalagem não necessita de conservantes e garante que ele não contenha conservantes. A caixinha é composta de seis camadas:

1. Polietileno (plástico): Protege a camada de papel contra a umidade exterior e é responsável pelo fechamento das abas;

2. Papel: Possui função de sustentação da embalagem, descrição das informações sobre o produto, marca e fabricante;

3. Polietileno (plástico): Camada de aderência e barreira micro-organismos;

4. Alumínio: Evita a passagem do oxigênio vindo do meio ambiente, bem como da luz e a contaminação do meio externo;

5. Polietileno (plástico): Camada de aderência;

6. Polietileno (plástico): Protege o produto e evita contato com as demais camadas.

camadas caixinha

Em termos nutricionais, não existe diferença entre o leite longa vida e o pasteurizado. Segundo a FAO, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), os dois tipos de leite, UHT e pasteurizado, são equivalentes. “A indústria evolui para trazer segurança alimentar à população. Sabemos que a ideia de beber o leite ordenhado tem uma área de sustentabilidade e natureza, mas é preciso muito cuidado. Se a vaca não tem controle de doenças, o líquido pode estar contaminado. Questões de higiene para o contato com o alimento também influenciam em sua qualidade. Ou seja, o leite beneficiado é a melhor opção”, ressalta Cynthia.

Fonte: Brasil, Ministério de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (2005). Instrução Normativa n.º 16, de 23 de agosto de 2005.

Link: http://www.nutricaopraticaesaudavel.com.br/index.php/saude-bem-estar/qual-o-melhor-leite-para-consumo/

 

 

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Site mostra quanto tempo de sono é perdido na maternidade

 

Você consegue se lembrar do último dia em que você dormiu o suficiente? Pois é, é uma memória distante para os pais de crianças pequenas. Embora a paternidade seja maravilhosa, perdemos muitos momentos de descanso. Perdemos as contas… até agora!

Descobrimos uma calculadora que mostra a quantidade exata de sono que deixamos de dormir depois que temos filhos. O cálculo é feito de acordo com a idade dos filhos. Os pais de uma criança de um ano e meio, por exemplo, perderam 4 meses de sono! Dá para acreditar? São 108 dias!

A boa notícia? Todas essas horas de tempo perdidas valem totalmente.Ser pai é incrível, mesmo que esteja exaustivo.

Acesse a calculadora: https://www.hillarys.co.uk/static/loss-sleep-calculator-for-parents/


Fonte: https://www.paisefilhos.com.br/pais/perde-aqui-ganha-ali-site-mostra-quanto-tempo-de-sono-e-perdido-na-maternidade/?offset=562

 

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3 razões para a família comer em volta da mesa

A gente não cansa de falar e, a bem da verdade, não existem grandes novidades na área, mas o assunto continua sendo um dos mais importantes da vida: as refeições em família. Tem famílias que conseguem se organizar e comer, todo mundo junto, à mesa. Mas, quando as crianças crescem um pouco e os pais trabalham, esse momento vai ficando mais raro. Horários não batem, agenda corrida, almoços fora de casa. Mas se tem um tópico no qual vale a pena insistir é juntar a moçada, ocupar as cadeiras, tirar do armário a louça mais bacana e comer junto no dia a dia.

Quando as famílias se reúnem em volta da mesa, mesmo que seja só no almoço ou no jantar, elas estão, ao mesmo tempo, investindo na saúde e resgatando uma tradição que ajudou muito na construção da sociedade. “Há bem mais de 300 mil anos o domínio do fogo permitiu a cocção dos alimentos, modificando-os do cru ao cozido e dando origem à cozinha, o primeiro laboratório do homem. A modificação do alimento do cru ao cozido foi interpretada por Lévi-Strauss como o processo de passagem do homem da condição biológica para a social”, conta a nutricionista Sueli Moreira, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Trocando em miúdos, uma das razões para a gente deixar de ser bicho e virar gente foi a refeição em família. E tudo isso tem uma importância para o desenvolvimento da sociedade. “No início do terceiro milênio, o comer e beber juntos além de fortalecer a amizade entre os iguais, servia para reforçar as relações entre senhor e vassalos e mesmo os acordos comerciais entre mercadores eram selados na taberna, diante de uma “panela”, defende Sueli num artigo chamado Alimentação e comensalidade: aspectos históricos e antropológicos, que foi publicado em 2010.

No meio do texto, Sueli propõe boas razões para continuarmos nos alimentando em grupo. Separamos três delas que vão ajudar você a se convencer e a convencer seu filho a voltar para a cadeira, quando ele pedir para comer no sofá, na frente da TV.

Saúde

Vários estudos mostram que a refeição em família contribui para uma alimentação mais saudável, levando em conta vários aspectos, como atratividade da comida, apetite dos filhos e o membro da família que cozinhou. Quanto mais esses fatores são positivos, mais saudável é a refeição.

Companhia

Fazer juntos a lista de compras, preparar os pratos, e  comer mesmo faz aumentar a percepção de atenção por parte de crianças e adolescentes. E, junto com ela, a disciplina, o encorajamento e a troca de confidências entre os membros da família. No sentido contrário, comer sozinho faz crianças e adolescentes se sentirem solitários.

Fast food X Slow food

Quem come acompanhado, escolhe menos junk food e alimentos super processados e prefere alimentos naturais da sua região.


Fonte: https://www.paisefilhos.com.br/familia/3-razoes-para-a-familia-comer-em-volta-da-mesa/

Legenda/Foto: Na casa dos jornalistas Teté Ribeiro e Sérgio D’Ávila, as refeições acontecem com as filhas gêmeas Rita e Cecília, na cozinha, que é o coração da casa (Foto: Pais&Filhos, maio/17)

 

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“Pais-helicóptero” estão criando filhos simplesmente “inempregáveis”

Pais-helicóptero pensam que estão fazendo o melhor, mas, na verdade, estão prejudicando as chances de sucesso dos filhos. Leia isso antes de que seja tarde demais.

‘Pais-helicóptero’ são os pais que estão sempre girando em torno dos filhos. Praticamente os embrulham em plástico-bolha, criando uma corte de jovens adultos que têm dificuldade de ter um desempenho satisfatório no trabalho e em suas vidas.

‘Pais-helicóptero’ pensam que estão fazendo o melhor, mas, na verdade, estão prejudicando as chances de sucesso dos filhos. Em particular, estão arruinando as chances de que os filhos consigam um emprego e consigam mantê-lo.

‘Pais-helicóptero’ não querem que seus filhos se machuquem. Querem suavizar cada golpe e amortecer cada queda. O problema é que essas crianças superprotegidas nunca aprendem como lidar com a perda, com o fracasso ou com o desapontamento — aspectos inevitáveis da vida de todos.

A superproteção torna quase impossível que esses jovens desenvolvam a tolerância em relação à frustração. Sem esse importante atributo psicológico, os jovens entram na força de trabalho em grande desvantagem.

‘Pais-helicóptero’ fazem coisas demais pelos filhos, portanto, essas crianças crescem sem uma ética de trabalho saudável e sem habilidades básicas. Sem essa ética de trabalho e habilidades necessárias, o jovem não será capaz de realizar muitas das tarefas exigidas pelo local de trabalho.

‘Pais-helicóptero’ superprotegem seus filhos e os privam de qualquer consequência significativa por suas ações. Com isso, eles perdem a oportunidade de aprender lições de vida valiosas a partir dos erros que cometem; as lições de vida que iriam contribuir para sua inteligência emocional.

‘Pais-helicóptero’ protegem suas crianças de qualquer conflito que possam ter com seus colegas. Quando essas crianças crescem, não sabem como resolver dificuldades entre eles e um colega ou supervisor.

As pessoas resolvem problemas tentando coisas, cometendo erros, aprendendo e tentando novamente. Esse processo cria confiança, competência e autoestima. ‘Pais-helicóptero’ impedem que seus filhos desenvolvam todos esses importantes atributos que são necessários para uma carreira de sucesso.

Pais-helicóptero

‘Pais-helicóptero’ pensam que seus filhos devem vencer qualquer coisa. Todo mundo que participe de um evento esportivo deve ganhar um troféu. Todos devem conseguir uma nota de aprovação, mesmo que sua tarefa esteja atrasada ou malfeita.

Em um local de trabalho funcional, há apenas um vencedor de uma competição, e apenas um trabalho de alta qualidade é recompensado. Se as crianças crescem pensando que independentemente do que façam irão vencer, não perceberão que, na verdade, têm de trabalhar duro para conseguir ter sucesso.

Esses jovens mimados ficarão arrasados quando continuarem perdendo competições, se saindo mal em entrevistas ou sendo demitidos de seus empregos. Não entenderão quanto esforço é realmente necessário para ser um vencedor no mundo do trabalho.

Esses jovens carecem de competência e ação por nunca terem tido de resolver um problema ou completar um projeto sozinhos. Esperam que outros façam essas coisas para eles, assim como seus pais sempre fizeram. Em essência, não podem pensar ou agir por si mesmos.

A criação-helicóptero inculca uma série de atitudes negativas nas crianças. Elas crescem com grandes expectativas de sucesso, independentemente de quanto tempo ou energia investem, e sentem que merecem tratamento preferencial — sendo que nenhum dos dois comportamentos cai bem com seus colegas ou chefes.

Em uma entrevista de emprego, os futuros empregadores podem ser dissuadidos pela atitude excessivamente egocêntrica de um jovem ou alarmados por sua falta de habilidades básicas.

A aura de ignorância e incompetência de um jovem, combinada com expectativas de recompensas imediatas e substanciais sem relação com o desempenho, pode ser o beijo da morte em qualquer entrevista para um bom emprego.

Quando os pais decidem acompanhar seu filho de 20 e poucos anos em uma entrevista de emprego, isso mina qualquer confiança que um empregador possa ter nesse funcionário em potencial. “Por que – os empregadores podem se perguntar – alguém procurando emprego precisaria trazer a mamãe ou o papai na entrevista, a menos que esse jovem seja mais uma criança do que um adulto?”

Mesmo de pequenas maneiras, os ‘pais-helicóptero’ paralisam seus filhos. A criança adulta de ‘pais-helicóptero’ vai fazer sua pausa para o café e então sair da copa sem ter limpado sua sujeira ou lavado sua xícara. Podemos imaginar como isso causará ressentimento entre seus colegas.

Esses jovens esperam que “alguém” limpe sua coisas, da mesma forma que sua sujeira foi sempre limpada quando eram crianças. Não percebem que já não há ninguém os seguindo, limpando sua sujeira, seja física, interpessoal ou profissional.

Barb Nefer, em um artigo publicado no site WebPsychology, diz que a geração do “milênio está sendo fortemente atingida pela depressão no trabalho. Um em cada cinco trabalhadores [20%] já sofreu de depressão no trabalho, comparado a 16% da Geração X [nascidos entre 1960 e final dos anos 70] e dos ‘baby boomers’ [nascidos entre 1943 e 1960]”.

Nefer destaca que, de acordo com um “‘white paper’ da Bensinger, DuPont & Associates, os ‘millennials’ têm desempenho inferior no trabalho e índices mais altos de absenteísmo, bem como mais conflitos e incidentes de advertência por escrito”, fatores que “podem afetar o desempenho no trabalho”.

De acordo com um artigo de Brooke Donatone publicado pelo Washington Post, uma nota de 2013 na revista “Journal of Child and Family Studies revelou que universitários que tiveram criação-helicóptero relataram níveis mais altos de depressão”.

O artigo do Washington Post também destaca que uma “criação intrusiva interfere no desenvolvimento da autonomia e da competência. Por isso, a criação-helicóptero leva a uma maior dependência e menor habilidade de completar tarefas sem supervisão dos pais”.

Às vezes, a melhor forma de ‘estar presente’ na vida dos filhos é não estar. Os artigos acima deixam claro que a ‘criação-helicóptero’ está contribuindo para um crescente índice de depressão entre jovens bem como para uma incapacidade de ter um desempenho otimizado no local de trabalho.

Se você é um pai ou uma mãe que quer que seus filhos sejam bem-sucedidos na carreira quando adultos, precisa estar ciente de quaisquer tendências relacionadas à criação-helicóptero em você ou em seu parceiro.

Amar seus filhos significa guiá-los, protegê-los e apoiá-los. Não significa sufocá-los, superprotegê-los ou fazer tanto por eles que nunca aprendam a pensar por si mesmos, a lidar com desafios ou com o desapontamento e fracasso.

A coisa mais amorosa que você pode fazer como pai ou mãe é dar um passo atrás e deixar seu filho cair, se preocupar e resolver as coisas sozinho. Às vezes, a melhor forma de “estar presente” na vida de seu filho é não estar. É assim que você os capacita a desenvolver confiança, competência, autoestima e inteligência emocional.

Hoje os jovens precisam de pais que os ajudem a se tornar adultos úteis. Isso significa girar menos em torno deles e embrulhá-los menos em plástico-bolha e empoderá-los mais para que façam coisas por si mesmos, resolvam coisas por si mesmos e aprendam a lidar com as dificuldades, tudo por si mesmos.

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost Canada e traduzido do inglês.

Fonte: http://www.pensarcontemporaneo.com/2024-2/

 

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Pais vetam livros sobre questão de gênero

Educadores criticam interferência nas decisões dos colégios sobre os temas

BRASÍLIA - Tema de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e de projetos no Congresso Nacional, a chamada “ideologia de gênero” vem sendo apontada nas escolas por pais incomodados com o material didático trabalhado em sala de aula. As reclamações se multiplicam pelo país e resultam muitas vezes na substituição de livros, dividindo a comunidade escolar. No centro do debate, a linha tênue entre o direito da família de acompanhar de perto a educação dos filhos e a ingerência preconceituosa no processo coletivo de aprendizagem.

Um caso recente no Colégio Ipê, escola da rede privada que atende alunos da educação infantil até o 9º ano em Brasília, expõe a complexidade da situação. Após queixas em relação ao livro “Lá vem história: contos do folclore mundial”, uma turma do 2º ano do ensino fundamental ficou dividida. Pouco mais da metade dos pais (18 em relação às 32 crianças da classe) trocou a obra que havia sido indicada pela escola como material de apoio às aulas de literatura para o segundo semestre deste ano. Alguns contos do capítulo “Para sentir uma pontinha de medo” foram considerados pesados demais para os alunos, mas a história que de fato causou discórdia se chama “Maria Gomes e os cavalinhos mágicos”.

No conto, a protagonista é abandonada pelo pai viúvo sem condições financeiras de sustentar a filha. Disfarçada de homem por ordem de uma voz que passou a ajudá-la, Maria Gomes consegue emprego no jardim de um palácio. Até que “mesmo pensando que Maria fosse um jovem, o filho do rei se apaixonou por ela. Preocupado, o príncipe dizia à mãe: Minha mãe do coração, os olhos de Gomes matam. São de mulher, sim. Não são de homem, não”. Por fim, ele descobre que Maria é mulher, declara seu amor e vivem felizes para sempre.

Para Gizeli Nicoski, de 38 anos, que articulou com outras mães a reclamação formal à escola, o conteúdo é inadequado para crianças como sua filha Nicole, de 7 anos. Ela afirma que não se trata de intolerância ou censura a determinados conteúdos, mas de adequá-los à faixa etária dos alunos. E diz não se incomodar com a “imagem de chata” que acredita ter diante de funcionários e outros pais do Colégio Ipê:

—Não é que sejamos contrários a temas sobre sexualidade, mas tudo no seu tempo. Uma história que fala de criança abandonada, depois homem com homem, não pode ser algo adequado para alunos do 2º ano — defende Gizeli, que também é mãe de Natalie e Nicholas, de três e quatro anos, respectivamente.

Diante da resistência de pais que não quiseram abrir mão do livro, escrito por Heloisa Prieto e há 10 anos no mercado, restou à escola deixar a critério de cada um fazer a substituição, após negociar a troca de títulos com a editora. Gilberto Fernandes Costa, um dos diretores do Colégio Ipê, diz que a saída foi possível por se tratar de um material de suporte às aulas de literatura, o que permite que os professores trabalhem livros diferentes dentro de uma mesma classe. Sobre a ingerência dos pais, Costa prefere não polemizar:

— Se é possível trocar sem prejuízos pedagógicos, a gente troca. As famílias têm todo o direito de questionar e cabe à escola mostrar aos pais as razões da abordagem dos assuntos.

Retirada de livro da grade escolar

Na rede privada a pressão dos pais conta muito e a escola acaba cedendo aos apelos, com medo também da repercussão negativa nas redes sociais. No Colégio Marista de Brasília, de ensino infantil e fundamental, vinculado à Igreja Católica, o livro “A família de Sara” foi vetado no segundo semestre de 2015, após críticas de um pai.

A história conta as agruras de Sara, filha adotiva de uma mãe que não era casada, por não ter quem levar às festividades da escola no Dia dos Pais. Em determinado trecho, a mãe tenta consolar a menina: “É possível ter duas mães ou dois pais, ou ter mãe e padrasto e pai e madrasta, e gostar igualmente de todos. O importante, Sara, não é como sua família é, mas como ela te trata”.

Flaviane Leite, mãe de Rafael, aluno do Colégio Marista, critica a intervenção indevida dos pais - Arquivo Pessoal

Para Flaviane Leite, mãe de Rafael, à época aluno do terceiro ano do ensino fundamental do Marista, a retirada do livro foi uma interferência indevida dos pais na escola.

— Eu li o livro com meu filho. No fim, de maneira bem leve, ele citava que era possível ter outras formas de família. Nada demais. A própria autora do livro contou a história dela: a família era ela e a filha adotada, que era negra — afirma Flaviane.

Autora do livro, que escreveu 61 títulos para a coleção Sara e sua Turma, com adaptações em andamento para a TV Escola, Gisele Gama, de 50 anos, confirma que se inspirou nas dificuldades da própria filha. Ela acredita que a perseguição infundada por conta da obra, que já vendeu mais de um milhão de exemplares, vem do preconceito:

— Esse pai colocava na internet meu livro com um carimbo “ideologia de gênero”. É tremendamente lamentável, mas mostra o preconceito que existe. O pior é a escola retirar o livro. Nenhuma criança pode ser menos por causa da família que tem. E o livro só conta a história real da minha família.

Sem explicar os motivos de ter deixado de usar a obra, o Colégio Marista de Brasília afirmou, em nota, que o material de apoio é atualizado todos os anos. “Para 2016, essa obra não está na lista de livros paradidáticos, o que não significa que escola, família, educadores e estudantes não dialogarão sobre o tema”. E acrescentou que o Papa defendeu recentemente que a Igreja discuta abertamente “mudanças vividas pela família contemporânea, como é o caso dos novos arranjos familiares”.

Miguel Nagib, porta-voz do Escola sem Partido, movimento contrário à doutrinação política e ideológica na educação com forte cunho religioso, que pressiona pela aprovação de projetos de lei com regras e sanções a educadores, diz que a preocupação está nos conteúdos passados de forma dogmática.

— Não pode haver na sala de aula uma revelação divina, uma verdade dogmática. Se os pais dizem para o filho o que é o certo, a escola não pode dizer o contrário. Os pais são os responsáveis.

Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fernando Penna afirma que esse fenômeno é influenciado por um contexto político, mas também pelo poder das redes sociais. Para explicar o movimento visto hoje nas escolas, o educador retorna a 2011, quando o governo Dilma Rousseff se preparava para distribuir um material de combate à homofobia que acabou vetado após a má repercussão.

Penna afirma que o material foi apelidado de “kit gay” por parlamentares ditos conservadores, que criaram essa bandeira para se promover. O episódio foi, segundo o especialista, um marco importante na origem do que hoje é chamado de combate à dita ideologia de gênero:

— A ideologia de gênero é um termo cunhado para desqualificar o debate sobre as desigualdades, sobre os papeis sociais, e pregar que o objetivo real é a erotização infantil, a transformação de jovens em gays e lésbicas ou o combate à família tradicional — explica. — Aliado a isso, há circulação de notícias falsas em redes sociais que causam um pânico moral muito grande. E as famílias, numa atitude compreensível, ficam apavoradas.

Colégio contraria críticas e mantém tema

Ao contrário do que aconteceu nas escolas Ipê e Marista, o Colégio Positivo de Curitiba não sucumbiu ao protesto de alguns pais em relação ao conteúdo abordado nos livros de Sociologia do 2º ano do ensino médio. No material didático, os autores afirmam, por exemplo, que “não existe um modelo pré-definido de comportamento ideal de mulheres e homens” e destacam que esses valores foram socialmente construídos.

A divulgação do conteúdo do livro por um blog local e pela página “Escola Sem Partido PR” no Facebook também gerou críticas nas redes sociais. Mas, mesmo com a reação negativa de algumas pessoas, a editora Positivo manterá o tema no livros. Segundo Joseph Razouk Júnior, diretor editorial da empresa, a abordagem atende às diretrizes nacionais de educação e promove a cidadania. Atualmente, dois milhões de jovens em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão, usam os livros da rede.

— A discussão sobre gênero, seja nas escolas, seja na sociedade como um todo, não pode ser lida como uma ideologia, e sim como um campo de pesquisa científico e acadêmico de reconhecimento internacional — afirma Júnior. — A cidadania é entendida como base do Estado de Direito e orientada pelos princípios jurídicos da liberdade, da igualdade e do respeito às diferenças.

Professor de História e Filosofia do Positivo de Curitiba, Daniel Medeiros, critica o conservadorismo:

— A visão de alguns pais conservadores é ditada pelo discurso da religião, que limita o diálogo. O que está acontecendo é uma falsa questão. Aparecem pessoas que não têm formação e querem intervir no trabalho de escolas sérias.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/pais-interferem-em-escolas-que-abordam-questao-de-genero-nos-livros-vetam-conteudo-21644988

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Como contar aos filhos o diagnóstico do câncer?

Tempos atrás, câncer era uma palavra proibida. Quando falavam no assunto, os mais velhos costumavam falar ‘aquela doença’. Por muitas gerações o câncer era uma doença oculta da família, e às vezes do próprio paciente. Hoje, a postura mais recomendada é que cada membro da família esteja consciente da questão para que possa ajudar da sua maneira. Afinal, todos os membros da família são afetados pelo diagnóstico.

Mas existe uma maneira adequada para conversar com os filhos sobre o diagnóstico? Qual o momento certo? “Tudo vai depender de como a família é formada, qual a dinâmica emocional que já existia anteriormente ao próprio diagnostico”, explica Armando Ribeiro, psico-oncologista do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes.

Segundo Armando, a notícia deve ser adequada de acordo com a capacidade emocional e intelectual de cada faixa etária. Crianças muito pequenas podem nem entender o que é o câncer, mas elas geralmente percebem o pesar no entorno familiar através de comportamentos não-verbais, como por exemplo o olhar de apreensão dos pais, uma certa emoção de tristeza. “O maior erro é pensar que a criança não participa de todo esse processo do enfrentamento da doença. É comum os pais excluírem a criança ou adolescente de toda essa temática, e geralmente esse tipo de reação acaba trazendo problemas emocionais e comportamentais mais graves”, diz.

Cada criança, de acordo com a sua faixa etária, vai fantasiar de uma forma diferente. Crianças pequenas muitas vezes se sentem responsáveis por alterações de humor dos seus pais. Por isso deve-se deixar claro que essas alterações não são responsabilidade da criança, que fazem parte daquela doença, daquele tratamento.

“Para crianças muito pequenas o diálogo pode ser mais genérico. Nem sempre é preciso falar que o pai ou a mãe está com câncer. O ideal é explicar que é um problema de saúde, uma fraqueza, que em alguns momentos o pai ou a mãe doente vão estar um pouco mais cansados, desanimados, enjoados”.

Foi o que aconteceu com a família de Rogério de Sousa Oliveira, diagnosticado com mieloma múltiplo quando sua filha, Luisa Martins Oliveira, tinha quatro anos de idade. Rogério estava acostumado a pegar a filha no colo, brincar e correr atrás da menina. A doença trouxe um cansaço nas pernas, o que acabou limitando essas atividades. “Como ela era muito nova, conversamos com ela, e naquele momento falamos apenas que eu estava com problema nas pernas, que sentia muito cansaço e por isso não podia brincar como antes. Preferimos falar dessa forma, sem entrar em detalhes minuciosos”, conta.

Sua esposa, Elaine Martins, conta que segurou o quanto pôde, mas como estavam às voltas com exames e consultas, Luisa começou a questionar a ausência dos pais. “Ela sempre foi muito madura e quando a gente tentava enrolar, ela não dava sossego. Sentia que tinha algo diferente, queria entender o que estava acontecendo. Eu sabia que teríamos que contar, porque ainda tínhamos o tratamento todo pela frente. Então fui conversando, falei que o papai estava com um probleminha. Eu precisava explicar porque o papai, de uma hora para outra, não podia mais fazer as atividades que eram de costume”, recorda.

Assimilando a notícia

Uma vez ciente do diagnóstico, a criança passa por uma fase de assimilação da notícia. Algumas podem encarar de uma forma melhor, apresentar maior resiliência. Outras, no entanto, podem apresentar problemas, que nem sempre aparecem tão logo. Mas como perceber que a criança ou adolescente estão sofrendo com o adoecimento dos pais? Quais os sinais a que devemos ficar atentos?

Baixo rendimento escolar e problemas de comportamento são alguns deles. Se a criança era ativa, extrovertida, e começa a se distanciar dos amigos, deixa de frequentar os ambientes que costumava, é hora de ter uma conversa ou, quem sabe, procurar ajuda. “Alguns começam a ter sintomas depressivos, a ficar mais chorosos, desanimados, a se sentirem culpados. Outros já reagem com sintomas ansiosos, começam a ter taquicardia, dormir mal”, explica.

Crianças menores são ainda mais responsivas à somatização. Quanto menor a capacidade de verbalização da criança, maior a capacidade do corpo representar o sofrimento. Surgem as alergias, problemas alimentares, digestivos, dores de cabeça, problemas de pele. No caso de Luisa, apesar de acharem que ela tinha assimilado bem o processo, um tempo depois ela começou a reclamar de dor na barriga e ânsia de vômito de manhã. Ela também apresentou um afastamento do pai, principalmente após o período em que Rogério ficou mais de 20 dias internado para um transplante, sem ter contato com a filha que não fosse por Skype.

Os pais a levaram no pediatra e no gastroenterologista, que fizeram exames e não identificaram nenhum problema. A sugestão dos profissionais foi procurar ajuda psicológica. “Descobrimos que a dor realmente estava associada a esse lado emocional. A psicóloga também explicou que o afastamento era porque, de certa forma, ela tinha medo de perder o pai, dele sumir de novo”, diz Elaine. Depois que começou a fazer terapia nunca mais teve ânsias de vomito de manhã, nem dor de barriga. A terapia também proporcionou o retorno do relacionamento mais tranquilo com o pai.

Amadurecimento

No caso dos adolescentes, é interessante aproximá-los das várias etapas da doença. Acompanhar o familiar ao hospital, ao médico, conhecer o local onde recebem quimioterapia ou radioterapia. Isso ajuda a tirar muito dos fantasmas que criamos em torno da doença e humaniza o tratamento. Claro que eles podem ser protegidos de certos episódios, mas incluí-los nos cuidados e no tratamento é uma forma de ajudá-los a amadurecer. “Ainda temos uma postura antiquada de proteger tanto os filhos que os colocamos em uma redoma. Depois não sabemos porque tem tanta gente imatura por tanto tempo”, diz Armando.

Um episódio ilustra bem como a doença pode trazer um amadurecimento também para crianças menores. Certa vez a professora de artes da Luisa apareceu na escola careca, com lenço na cabeça. Como os coleguinhas acharam graça e faziam comentários, Luisa explicou que não era certo o que estavam fazendo, que às vezes a professora podia estar com um problema de saúde. Contou do seu pai, que fez tratamento, também perdeu os cabelos, e disse que eles voltariam a crescer. Não contente, foi perguntar à professora o motivo de estar sem cabelos, e descobriu que era em solidariedade à irmã, que tinha sido diagnosticada com câncer de mama. “Se não tivéssemos conversado com ela em casa, ela ia fazer piada como as outras crianças”, diz Elaine. O episódio também poderia ter sido pior, caso os pais não tivessem explicado antes e ela ouvisse dos colegas informações que não necessariamente correspondem à verdade. “Eu vejo que a melhor coisa foi contar. Se a criança não recebe respostas em casa, ela vai buscar na rua, e pode receber uma informação equivocada”, diz Rogério.

Armando conta que já viu várias histórias onde crianças pequenas demonstram uma maturidade surpreendente, conseguem ajudar os seus pais a enxergar o fio de esperança e acabam se tornando, de certa forma, cuidadores. “Existem crianças pequenas que assumem uma postura de acolhimento, compreensão, e isso independe da idade. Não subestime a capacidade dos filhos te amarem, porque isso não é mensurável”, diz.

Fonte: https://www.vencerocancer.org.br/dicas-e-noticias/como-contar-aos-filhos-o-diagnostico-cancer/

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Férias escolares chegam ao fim! Veja dicas para ajudar com novos horários na volta às aulas

Nas férias escolares as crianças aproveitam para ir dormir mais tarde, jogar vídeo game, assistir televisão, e acabam mudando a rotina, o que impacta na qualidade do sono. Porém, logo as aulas começam novamente e, para que o organismo não sofra tanto com as mudanças de horário, Luciane Mello, especialista do sono responsável pelo Ambulatório do Ronco e Apneia, dá algumas dicas que podem ajudar os pais a manter a rotina das crianças em dia. Veja  a seguir:

1.Organize os horários de ir para a cama

Organize para que as crianças voltem ao horário correto de dormir e também de acordar uma semana antes do fim das férias. Ajuste os horários um pouco a cada dia, até que a hora habitual se assemelhe a rotina das aulas.

2. Fique de olho na alimentação

À noite, os pais devem evitar dar as crianças alimentos gordurosos, muito pesados e bebidas estimulantes, como chá preto e refrigerante. O ideal é que eles jantem três horas antes de se deitar e comam um lanche leve antes de dormir, se sentirem fome.

3. Incentive a prática de atividade mais leves

O ideal é que durante a noite as crianças realizem atividades mais calmas, como ler um livro ou se divertir com histórias em quadrinhos. Evite que façam atividades físicas ou joguem videogames, por exemplo, já que ambas estimulam a produção de adrenalina, o que dificulta o sono.

4. Crie um ambiente agradável

Quando a noite se aproximar, o ideal é que a casa fique mais silenciosa e as luzes mais amenas. Experimente utilizar abajures, pois a luz forte prejudica os ciclos biológicos.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/ferias-escolares-chegam-ao-fim-veja-dicas-para-ajudar-com-novos-horarios-na-volta-as-aulas-29072017

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Especialista dá dicas para lidar com frustração e birra infantis

O que fazer quando as crianças querem mexer em coisas na casa dos outros? Ou quando abrem o berreiro em pleno supermercado?

O debate sobre comportamento infantil foi intenso nas redes sociais na última semana, tudo por causa de um boneco colecionável.

A história começou quando uma mulher e seu filho de sete anos visitaram uma conhecida e sua sobrinha, dona de uma miniatura do Gavião Arqueiro, personagem dos Vingadores. O menino quis brincar com o boneco, e o pedido foi negado.

As duas mulheres depois discutiram via WhatsApp: a mãe se queixou de que o filho tinha voltado para casa chorando. A colecionadora respondeu que não se tratava de um brinquedo, e sim de um caro item colecionável. "E se ele ficar doente?", questionou a mãe. "Filho é que nem peido, só preciso aguentar o que sai de mim", acabou respondendo a outra.

Entre as milhares de curtidas e compartilhamentos do caso, houve muitas críticas à atitude da mãe, inclusive sugerindo palmadas para dar um "corretivo" na criança, e outras tantas à resposta da colecionadora, considerada "egoísta" por parte das pessoas.

Mas será que há formas diferentes - e mais eficazes - de lidar com essas questões rotineiras envolvendo desejos infantis?

A BBC Brasil conversou a respeito com a escritora Elisama Santos, consultora em educação não violenta, método que prega comunicação empática nas relações pessoais e profissionais, e autora do livro Tudo Eu! Confissões de uma Mãe Sincera.

"De um lado temos uma mãe que quer evitar a qualquer custo a frustração do filho", diz Santos. "(De outro), ainda há muitos pais que batem nas crianças. Quando você bate, é porque acabou sua capacidade de diálogo, e o resultado é que hoje temos uma geração que não sabe conversar."

Treta - Mulheres brigam no whatsapp

Santos é advogada de formação, mas se interessou por comunicação não violenta depois do nascimento dos filhos, hoje com 5 e 2 anos de idade. Acabou se especializando em educação parental, que virou tema de livros e palestras.

Para quem acredita que a comunicação não violenta pode deixar a criança despreparada para lidar com uma sociedade geralmente pouco compreensiva, Santos defende que o efeito é o oposto.

"Ensinar meu filho a ter empatia com os demais não significa aceitar tudo passivamente", diz. "Pelo contrário, é entender que os incômodos fazem parte da vida e saber lidar com eles. Se ele apenas aprender a responder violência com mais violência, ele não mudará nada no mundo."

A seguir, ela dá ideias sobre como agir em momentos bem comuns no dia a dia de pais e crianças pequenas - sem se desesperar, mantendo o diálogo aberto e sem precisar recorrer a ameaças ou palmadas:

Quando é preciso dizer não...

"Temos uma nova leva de pais que decidiram que não vão usar a violência, mas também não sabem como ajudar a criança a lidar com suas frustrações. E daí, assumem um papel oposto ao que deveriam, de achar que têm que poupar o filho de todas as frustrações", diz Santos.

"É normal uma criança chorar porque quer um brinquedo. Ela tem vontades, desde comer chocolate antes do almoço a não ir para a escola. Entender a vontade é não julgar se esta deveria ou não existir, que é o que a maioria das pessoas faz. Convencer a criança a não querer mais aquilo geralmente não dá certo."

A recomendação da consultora é, ao dizer não, explicar o motivo sem invalidar o ponto de vista da criança.

"É dizer 'eu sei que o brinquedinho é legal, e entendo você ter vontade de brincar com ele', entendendo a frustração que vai vir com o meu 'não'."

...E lidar com a frustração

"Com meus filhos, eu os acolho (durante os momentos de frustração) e nomeio seus sentimentos - 'você está triste, você está frustrado' - para que eles os conheçam. A gente acha normal explicar o que é uma mesa e uma cadeira, mas não um sentimento", diz Santos.

"Sem conselhos, sem julgamentos, eu os escuto ativamente enquanto dizem 'mas mamãe, eu queria muito brincar com aquele brinquedo'. Minha recomendação, depois disso, é dizer que a tristeza dói, mas que agora a gente vai dar a volta por cima. E daí eu uso a imaginação. No caso do bonequinho, eu diria para meu filho desenhar o boneco que ele quisesse ou imaginar uma história com o boneco."

Criança chorando em público

Quando as crianças choram em público

Santos é da opinião de que pais que tenham de lidar com crises de choro do filho deveriam aprender a ignorar a opinião alheia.

"É triste que olhemos para quem ainda não sabe lidar com seus sentimentos desse modo ruim. A primeira coisa que costumamos falar nessas circunstâncias é 'não chore'. Daí crescemos aprendendo que o choro por fome é válido e que o choro por medo, tristeza ou colo é 'manha' - um descontrole, algo que não deveria existir. Mas com isso as crianças se tornam analfabetas emocionais, sem ferramentas para lidar com sua raiva, sua angústia."

"Minha sugestão é que os pais foquem em lidar com o choro do seu filho, e não com o incômodo que ele traga aos outros. Se eu for me preocupar com quem está ao redor, me perco e começo a ficar nervosa."

Quando as crianças querem tudo na loja de brinquedos

A tentação das lojas de brinquedos costuma ser irresistível para muitas crianças. Para resistir aos pedidos dos pequenos, Santos sugere que os pais os anotem - apenas isso.

"Quando meu filho pede um presente, eu anoto: ele quer um capacete assim e assado. 'Quando vou te dar? Não sei, filho, agora não tenho dinheiro, mas está aqui, anotado'. A maioria das vezes a criança só quer saber que você validou o desejo dela, assim como nós queremos várias coisas que muitas vezes não podemos ter. Isso torna o processo mais leve e fácil de lidar", explica ela.

"Claro que tem as vezes em que as crianças querem as coisas 'para ontem', e nesses casos eu sugiro usar a imaginação: 'não podemos comprar o brinquedo, mas podemos desenhar e imaginar'. Mas, em geral, as listinhas funcionam bem aqui em casa."
Quando você está com pressa, mas a criança não

"Se você tem pressa para sair de casa, sugiro tentar ser divertido com a criança, ou ela provavelmente vai não colaborar", afirma Santos.

"Coloque três pares de sapato no chão e deixe ela escolher qual quer usar; diga que ela é capitã de uma nave espacial e tem que completar diversas missões, que incluem se arrumar para sair."

Mas e se não tiver jeito - a criança não quer entrar no carro? Daí você não precisa negociar com a criança, mas pode retomar mais tarde a conversa.

"Nesses casos eu digo ao meu filho 'sinto muito, a gente vai conversar sobre por que você está chateado, mas no momento a mamãe precisa sair."
Quando a ida ao supermercado se torna um estresse

Santos diz que uma das perguntas que mais ouve de pais e mães é: como tornar as idas ao supermercado e ao shopping mais tranquilas?

"São lugares com excesso de informação, que causam estresse às crianças porque elas não sabem em que focar sua atenção", diz a consultora. "Uma ideia é dar uma tarefa à criança: 'pegue três maçãs' para as maiorzinhas; organizar as compras no carrinho para as mais novas."

Se o estresse já está em curso porque a criança quer levar o doce, Santos sugere dar um abraço, ouvir sua reclamação, dar nome ao seu sentimento e explicar: "Você queria muito o doce, eu entendo, é muito gostoso. Mas não temos dinheiro (ou não comemos esse doce em dias de semana). Vamos pensar em alguma brincadeira legal."

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/salasocial-40675871
Paula Adamo Idoeta - Da BBC Brasil em São Paulo

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Desfralde: 11 dicas para tirar a fralda da criança sem tanta complicação

O período de desfralde do bebê varia muito de criança para criança. Pode acontecer logo cedo ou mais tarde, pode ser tranquilo ou complicado. Para ajudar pais e seus filhos a passar por esse momento de forma tranquila e sem traumas, algumas mães compartilham suas dicas de ouro:

Observe o tempo da criança

“Comecei o desfralde quando minha filha tinha aproximadamente 2 anos. Fui observando que ela fazia xixi ou cocô na fralda e ficava incomodada. Algumas vezes tirava a fralda para fazer e isso me fez perceber que ela já estava preparada”, conta Bárbara Calmeto, mãe de Beatriz, 6, e Lucas, 11 meses, autora do blog Mãespecialista.

Explique a situação

“As crianças são muito espertas e entendem tudo que é explicado. Minha dica é não ficar falando demais e ser direto e claro nas explicações. Disse que ela já estava uma mocinha e que ia usar somente calcinhas. Comprei várias peças coloridas e ela ficou superanimada. Tem vários livros infantis que falam sobre essa fase na linguagem da criança, vale a pena também”, diz Bárbara.

Não repreenda

“A criança vai fazer algumas vezes na roupa e isso é esperado. Quando isso acontecia, eu trocava e pronto. Não repreendia nem nada. Tem que ter paciência. Fui persistente e deixava sem fralda. Quando ia ao vaso, eu parabenizava, mas sem muita festa. Sempre tratei como um assunto natural”, explica Cali Galiasso, mãe de Hana, 6.

Avise na escola

“Se a criança estiver na escola e esta for parceira, uma boa conversa pode ser muito benéfica nessa fase. Lá eles têm técnicas que vão colaborar no processo. Mas se a escola não for muito parceira, pelo trabalho de vazar na roupa e a limpeza, aí prejudica. Então, vale a pena conversar com a coordenação pedagógica”, indica Bárbara.

Envolva todos ao redor

“Acho importante ser algo em conjunto com a escola e com a família, para que a rotina da criança não seja alterada e as práticas sejam as mesmas em todos os ambientes que ela circula. Além disso, ter o comportamento dos outros amigos da escola como espelho ajuda muito, mas é indispensável o acompanhamento em casa, isso dá à criança mais segurança também”, aponta Danielle Joia, mãe de João Gabriel, 5 anos, e Rodrigo, 2 anos e 11 meses.

Aposte na regularidade

“Eu colocava minha filha no vaso a cada duas horas aproximadamente, mas, às vezes, o xixi escapava. O cocô, que gera mais pânico, só escapou uma vez. Nunca usei penico, já fui direto para o vaso sanitário, pois as crianças repetem nossas ações e o fato de ela me ver usando o vaso sanitário ajudou. O desfralde da minha filha foi muito fácil”, afirma Cali. Desfralde: 11 dicas para tirar a fralda da criança sem tanta complicação

Deixe o momento divertido

“É bom tornar a ida ao banheiro um momento divertido e leve. Eu fiz um quadro de incentivo e, a cada vez que ela acertava fazer no vaso, ganhava um adesivo que ela ama. Ou seja, toda hora ela queria ir até lá”, diz Bárbara.

Respeite a individualidade

“Sou divorciada desde que meu filho tem 1 ano e 3 meses, foi uma separação conturbada e ele adoeceu muito, teve dificuldades de fala... A psicóloga me explicou que, por tudo isso, teria de fazer as coisas aos poucos, com tempo. Comecei o desfralde diurno aos 3 anos e o noturno aos 4. Tem pais que acham mais cedo tranquilo, mas eu preferi não tentar a sorte”, conta Franciene Verciano, mãe de Tiago, 4.

Sem comparações 

“Não existe tempo definido para o desfralde. Existem casos e casos, tudo vai depender depende da dinâmica de cada casa e principalmente do comportamento de cada criança! Levei seis meses com meu filho mais velho e estou há 10 meses com o caçula, mas ainda sem sucesso. O xixi foi mais rápido, mas ainda estamos sofrendo com o cocô até hoje, e ele está às vésperas de completar 3 anos! Só começarei o desfralde noturno após a conclusão do diurno”, diz Danielle.

Não volte atrás

“Mesmo depois do desfralde noturno meu filho continuou fazendo xixi na cama. Minha mãe quis que eu voltasse atrás, mas falei que não. E assim fui fazendo. Levanto sempre por volta de 3 horas da madrugada para levá-lo ao banheiro até que ele consiga controlar”, conta Franciene. Bárbara concorda. “Se tirou da fralda, não volte mais. Esse processo de ir e voltar deixa a criança confusa”.

Tenha paciência

“É uma fase de controle e isso é difícil e demorado. É bom anotar quantas vezes está vazando e quantas estão acertando no vaso para observar se as escapadas estão decrescendo. E se a criança não estiver progredindo no desfralde, vale a pena reavaliar se ela está sendo incentivada pelos cuidadores”, finaliza Bárbara.

Fonte: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/07/27/11-dicas-para-o-desfralde-da-crianca.htm
Mariana Bueno - Colaboração para o UOL - 27/07/2017

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Cabra-cega

Os participantes escolhem quem será a cabra-cega, que deverá ser vendada. O resto da turma se espalha.

O grupo pergunta:

"Cabra-cega de onde você veio?".

A cabra-cega responde um lugar, que pode ser a casa, a fazenda, a escola...

A turma pergunta:

"O que trouxe para nós?"

A cabra-cega responde algo. Por exemplo, se veio da fazenda, pode dizer leite.

A turma pergunta:

"Vai dar um pouco pra nós?"

A cabra-cega responde:

"Não!"

E aí a brincadeira começa com gritos. A criançada faz barulho para que a cabra-cega consiga se localizar.

Se ela alcançar alguém, tem que dizer o nome dessa pessoa. Se acertar, a pessoa será a cabra-cega; se errar, continuará sendo o pegador.

Fonte: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/pegar/445-cabra-cega

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